Yasmin Sanchez nasceu em São Paulo em 2001 e cresceu entre o Sul de Minas Gerais e Franca, no interior paulista. Assina Yes Yas.

A avó foi a primeira artista que ela viu de perto. Pintura, bordado, crochê, tricô, uma casa onde fazer coisa com a mão era rotina e não passatempo. Foi ali que Yasmin começou a experimentar. O crochê que ela aprendeu naquele tempo continua na obra dela hoje.

Aos 15 anos era atleta em Franca. Atravessava a cidade todo dia para treinar, e no caminho começou a reparar nos murais e nos grafites. Foi assim que a arte urbana entrou na vida dela. Não numa galeria, no trajeto.

Em 2021 se mudou de vez para São Paulo, entrou na cena da cidade e passou a conviver com outros artistas. No fim daquele mesmo ano largou o esporte para se dedicar só à arte.

Hoje ela trabalha em tela, madeira, cerâmica e crochê. Pinta cenas e gente do cotidiano, quase sempre atravessadas pelas memórias do interior mineiro. Memória, feminilidade e identidade são o território dela.

DURA AQUILO QUE PASSAR nasceu dentro dessa investigação. São sessenta rostos pintados a óleo, um atrás do outro, num gesto repetitivo e quase ritualístico. Alguns vêm de imagens reais, outros nascem da memória reconstruída. É a busca de Yes Yas por materializar a lembrança física num mundo cada vez mais digital.

A coleção é essa obra inteira, vestida. Cada peça carrega os rostos do jeito que ela pintou.
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